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Forragem

BRS Carinás: a nova braquiária que ajuda o rebanho na seca do Nordeste

A cultivar BRS Carinás oferece maior produção de forragem nos períodos críticos de seca no Nordeste, reduzindo a necessidade de suplementos externos. Ela foi desenvolvida para se adaptar ao clima seco e ao solo pobre da região, mantendo a qualidade da pastagem para bovinos, ovinos e caprinos.

Por Equipe VERMEFÓSRedação técnicaTexto técnico da casa, escrito a partir das fontes públicas citadas ao pé de cada número.

· 3 min de leitura · De onde vêm os números: Embrapa · Universidade Federal de Viçosa

This herd of Gyr, a tropical cattle breed, is being studied as part of Labex research on cattle genetics. Above, animal caretaker José Cristiano dos Santos take

Foto: Scott Bauer, USDA ARS, Public domain, via Wikimedia Commons

O que a BRS Carinás traz ao campo

A BRS Carinás é uma braquiária decumbens selecionada para resistir à estiagem prolongada. Ela germina bem mesmo com pouca água e desenvolve raízes profundas que buscam umidade nas camadas inferiores do solo. O manejo básico permanece o mesmo que o do produtor, sem necessidade de equipamentos especiais. O resultado é uma pastagem mais verde e produtiva quando a chuva falta.

Os primeiros relatos de campo apontam que a forragem permanece disponível por mais tempo que as variedades tradicionais. Isso significa que o rebanho tem alimento de qualidade durante o pico da seca, sem depender tanto de milho ou sorgo de suplemento. Não há garantias de aumento de ganho de peso, mas a oferta constante de forragem diminui o risco de perda de condição corporal. Cada propriedade deve observar o desempenho local antes de mudar a estratégia.

Como usar a nova braquiária

O plantio da BRS Carinás deve ser feito logo após a primeira chuva da estação, usando sementes de boa qualidade. A densidade recomendada segue as práticas habituais para braquiárias, evitando áreas muito compactadas. A cobertura do solo ajuda a conservar a umidade e a reduzir a erosão. O produtor pode intercalar a nova cultivar com outras espécies para diversificar a pastagem.

Depois de estabelecida, a braquiária responde bem a cortes regulares, que estimulam a renovação da planta. O manejo de carga animal deve ser ajustado para não sobrecarregar a pastagem ainda em desenvolvimento. Quando a produção de forragem cair, o suplemento pode ser reduzido, mas nunca eliminado sem avaliação. A decisão de incluir ou retirar suplementos cabe ao responsável técnico do rebanho.

Impacto no custo de alimentação

Com mais forragem disponível na época de seca, o produtor costuma comprar menos concentrado ou volumoso externo. Essa redução de compra pode melhorar o fluxo de caixa, principalmente nos pequenos e médios produtores. Além disso, a segurança alimentar do rebanho aumenta, pois há menos risco de escassez inesperada. Cada situação é única, então o efeito no custo varia de acordo com a extensão da área plantada.

É importante lembrar que a BRS Carinás não elimina todos os custos de alimentação. O animal ainda precisa de minerais e, em alguns casos, de proteína adicional para manter a produção de leite ou o ganho de peso desejado. O acompanhamento da condição corporal e da produção deve ser feito regularmente. A orientação de um zootecnista ou veterinário garante que as decisões sejam baseadas em dados reais.

Cuidados e limites

A nova braquiária não substitui um manejo adequado de pastagem nem resolve problemas de saúde do rebanho. Ela não controla parasitas, nem corrige deficiências nutricionais que já existam. O produtor deve continuar com a rotação de pastagens, a correção de solo e o controle sanitário. Ignorar esses aspectos pode levar a perdas mesmo com a presença da BRS Carinás.

Antes de adotar a cultivar em larga escala, é recomendável fazer um teste em área piloto. Avaliar a aceitação do animal, a persistência da planta e a necessidade de ajustes no manejo ajuda a evitar surpresas. Qualquer decisão sobre doses de suplementos ou intervenções sanitárias deve ser feita pelo responsável técnico. Assim, a BRS Carinás pode ser um aliado, mas nunca a única solução.

De onde vêm os números

  1. 1Embrapa. Desenvolvimento de cultivares de braquiária para regiões semiáridas e recomendações de manejo https://www.embrapa.br/
  2. 2Universidade Federal de Viçosa. Estudos sobre produção de forragem em sistemas de integração de bovinos e caprinos na caatinga https://www.ufv.br/

Conteúdo informativo. Não substitui a orientação de um responsável técnico para o seu rebanho.

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