Manejo e Nutrição
Calor de 40°C no interior da Bahia: como proteger o rebanho do estresse térmico
Para mitigar o estresse térmico em dias de calor extremo, o criador precisa garantir água limpa em abundância, oferecer sombra suficiente e ajustar o manejo de cocho. Essas ações evitam o tombo no consumo de matéria seca e seguram a produção de carne e leite mesmo no pico da seca.
Foto: Brian Richardson, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
Água fresca e sombra são a primeira defesa
Com termômetros perto dos 40°C, o animal gasta boa parte da energia do dia apenas para não superaquecer. A primeira atitude do rebanho é buscar abrigo e beber mais líquido para controlar a temperatura interna. Se o bebedouro estiver longe ou a água sair quente e suja, o consumo cai e o prejuízo no lote é certo.
Garantir sombra de árvores ou sombrites no pasto e no piquete diminui a carga de radiação direta sobre o couro. Bebedouros com boa vazão e mantidos limpos incentivam a hidratação contínua ao longo de todo o dia.
Estratégia de cocho nas horas mais frescas
O gado evita pastejar e comer durante as horas de sol a pino. Para driblar essa recusa natural, o fornecimento da ração ou do suplemento deve ser concentrado no início da manhã ou no fim da tarde. Esse ajuste simples estimula a ingestão sem sobrecarregar a digestão nos momentos mais quentes.
Dietas mais concentradas ajudam a suprir a exigência diária quando o animal come menos volume. A linha de suplementação mineral e proteica da VERMEFÓS dá suporte nutricional nesse período, mas o produto sozinho não resolve o estresse se faltar água de qualidade. Todo ajuste na dieta deve ser validado pelo zootecnista ou veterinário que acompanha a propriedade.
De onde vêm os números
- 1Embrapa Semiárido. Recomendações sobre ambiência, disponibilidade hídrica e mitigação do estresse por calor em ruminantes no semiárido brasileiro.
Conteúdo informativo. Não substitui a orientação de um responsável técnico para o seu rebanho.
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