Forragem
Erva‑mate pode virar forragem complementar no gado de corte do Nordeste
A projeção de 310 mil toneladas de erva‑mate para 2026 abre a possibilidade de usá‑la como forragem complementar no gado de corte do Nordeste, diminuindo a dependência do milho e amortecendo a volatilidade dos preços dos grãos.
Foto: Jose Reynaldo da Fonseca, CC BY 2.5, via Wikimedia Commons
Por que a erva‑mate interessa ao pecuarista
A planta produz alta biomassa e contém proteína acima da média das forragens tropicais. Ela se adapta bem a solos de baixa fertilidade e a períodos de seca, o que a torna uma opção segura nos meses críticos.
Com a safra prevista, a erva‑mate pode suprir parte da demanda de energia nos períodos em que o milho está mais caro ou escasso. Isso ajuda a manter a margem de lucro sem mudar a estrutura do rebanho.
Como incluir a erva‑mate na dieta
O material pode ser ensilado ou seco em forma de feno, facilitando o armazenamento e a distribuição no currais. O ideal é misturar a silagem de erva‑mate com a base de milho ou farelo, respeitando a proporção que o responsável técnico indicar.
Sempre ajuste a ração total ao nível de produção desejado e ao estado de saúde dos animais. Consulte o zootecnista ou veterinário antes de mudar a fórmula, para garantir que os minerais e vitaminas estejam equilibrados.
Cuidados e limites
Erva‑mate não substitui 100% da energia do milho, nem cobre todas as necessidades de minerais como cálcio e fósforo. Ela é um complemento e deve ser usada dentro de um plano de alimentação balanceado.
De onde vêm os números
- 1Embrapa. a projeção de produção de erva‑mate e suas características de forragem
Conteúdo informativo. Não substitui a orientação de um responsável técnico para o seu rebanho.
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