Mercado
Indonésia abre 21 frigoríficos e cria nova janela para a arroba
A abertura de 21 novos frigoríficos na Indonésia amplia os destinos de exportação de carne e miúdos bovinos, o que pode pressionar a alta dos preços da arroba no Brasil. Com mais opções de escoamento, o criador que encerra o lote na seca ganha margem para negociar melhor no balcão de negócios.
Foto: Wilfredor, CC0, via Wikimedia Commons
Mais portas para o quinto quarto
Com a autorização de mais plantas para enviar carne e miúdos, a Indonésia sai do papel de mercado secundário e passa a ser concorrente direto dos destinos tradicionais da América do Sul. O quinto quarto, antes vendido a preços baixos, agora tem comprador disposto a pagar mais pela qualidade.
Para o criador que está terminando lote na seca, isso significa que o volume que antes ficava preso ao mercado interno pode encontrar preço melhor no exterior. A competição entre frigoríficos indonésios cria margem para negociar arroba acima da média histórica.
Impacto no preço da arroba no balcão
A maior oferta de canais de exportação reduz a dependência de poucos compradores e dá ao produtor mais alavancagem na negociação. Quando o comprador tem opções, ele tende a melhorar a proposta, refletindo em arroba mais alta no balcão de negócios.
A tendência de alta nos preços internacionais também acompanha a valorização do dólar, o que pode elevar o valor da arroba em reais. O produtor que acompanha esses indicadores consegue escolher o melhor momento para fechar a venda.
O que o criador deve observar
É preciso acompanhar as cotações de carne bovina nos mercados de destino e a demanda por miúdos na Indonésia. A variação cambial e as exigências sanitárias também entram na conta.
Qualquer decisão de encaminhar o rebanho para exportação deve passar pelo responsável técnico ou zootecnista, que avaliará a viabilidade econômica e os requisitos de qualidade. O produtor deve manter o manejo adequado para garantir carne e miúdos dentro dos padrões exigidos.
Exigências sanitárias da Indonésia
A Indonésia impõe regras rígidas para resíduos de medicamentos e para a rastreabilidade da carne. O frigorífico só aceita lotes que atendam aos limites de antibióticos estabelecidos pelo MAPA e pela autoridade indonésia.
Por isso, o responsável técnico deve garantir que o manejo, a vacinação e o intervalo de retirada estejam dentro do padrão exigido. Sem esse controle, o lote pode ser rejeitado e o produtor perde a oportunidade de exportar.
De onde vêm os números
- 1Embrapa. dados sobre a produção bovina brasileira e exportação de carne https://www.embrapa.br/
- 2MAPA. informações sobre requisitos sanitários para exportação de carne para a Indonésia https://www.gov.br/agricultura/pt-br
Conteúdo informativo. Não substitui a orientação de um responsável técnico para o seu rebanho.
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