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Nutrição Animal

JICES 20 anos traz 25 trabalhos que apontam caminhos para reduzir o custo do cocho

A 20ª edição do JICES mostrou 25 pesquisas que apresentam fontes alternativas de proteína e aditivos capazes de baixar o gasto com alimentação de ruminantes, permitindo ao criador melhorar a eficiência alimentar sem mudar a rotina do rebanho.

Por Francisco Marcos Gomes FeitosaMagnata do SalFundador da VERMEFÓS. Mais de 30 anos em nutrição animal, do balcão da agropecuária ao cocho.

· 1 min de leitura · De onde vêm os números: Embrapa · Universidade Federal de Viçosa · MAPA

Dark yellow bull (male Bos primigenius taurus ) pasturing. Spotted in São Carlos, Brazil.

Foto: Leoadec, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Proteínas fora do tradicional

Os trabalhos destacam leguminosas como a mucuna e a alfafa de alta densidade como opções viáveis para substituir parte da soja. Elas são cultivadas em várias regiões brasileiras e podem ser incluídas no cocho com ajustes simples de manejo.

A adoção dessas plantas reduz a dependência de importados e diminui o preço do ingrediente principal, mas exige atenção ao teor de taninos e à disponibilidade de minerais no solo.

Aditivos que aumentam a digestão

Vários pôsteres apresentaram enzimas e probióticos que melhoram a degradação da fibra, permitindo que o animal aproveite melhor o mesmo volume de forragem. O efeito é mais notado em dietas com maior participação de volumoso de baixa qualidade.

Esses produtos não substituem a necessidade de balanceamento correto da ração e não eliminam a necessidade de acompanhamento técnico. O responsável técnico deve validar a inclusão e a dosagem.

Como aplicar no dia a dia

O criador pode começar testando pequenas parcelas do rebanho, misturando a nova fonte de proteína ou o aditivo ao cocho habitual. O acompanhamento da produção de leite ou ganho de peso ajuda a confirmar o ganho de eficiência.

Qualquer mudança deve ser feita sob orientação de zootecnista ou veterinário, que ajustará a formulação para evitar deficiências ou excessos. Não há fórmula mágica; a melhoria vem da combinação de boa prática e informação científica.

De onde vêm os números

  1. 1Embrapa. Fornece dados sobre cultivo de leguminosas e uso de aditivos na nutrição de ruminantes
  2. 2Universidade Federal de Viçosa. Pesquisa sobre enzimas e probióticos na digestão de forragens
  3. 3MAPA. Diretrizes para inclusão de novos ingredientes na alimentação animal

Conteúdo informativo. Não substitui a orientação de um responsável técnico para o seu rebanho.

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