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Mercado

Mercado americano abre porta para vacas de descarte e dianteiro

A abertura de cotas nos EUA cria demanda por animais que antes eram descartados, permitindo ao pecuarista vender vacas de descarte e dianteiro com melhor preço. Essa oportunidade surge porque o mercado externo precisa de carne industrial em volume e busca cortes padronizados.

Por Equipe VERMEFÓSRedação técnicaTexto técnico da casa, escrito a partir das fontes públicas citadas ao pé de cada número.

· 2 min de leitura · De onde vêm os números: Embrapa · MAPA

traditional house with stable in the sertaoe of Rio Grande Do Norte, Brazil

Foto: Everythere, Public domain, via Wikimedia Commons

Por que o mercado dos EUA mudou

Nos últimos meses o governo americano liberou cotas para carne de processamento. Essa medida visa suprir a demanda de redes de fast‑food que precisam de cortes padronizados. O foco ficou nos cortes de dianteiro e nas vacas que antes eram vendidas por preço baixo na entressafra. Por isso, animais que antes ficavam no bolso do criador agora têm comprador garantido.

A mudança não depende de um aumento de preço da carne de corte premium. O que mudou foi a quantidade de carne industrial que os EUA importam para atender ao consumo interno. Isso cria um canal de saída para o gado de descarte, que tem peso e carcaça adequados para o processamento.

O que isso significa para o criador

Para o pecuarista a oportunidade aparece como um alívio na entressafra. Vender vacas que não entram no programa de engorda de corte ou que têm pouca produção de leite passa a ser mais rentável. O preço de lote costuma ficar acima do custo de manutenção, o que reduz o risco de prejuízo.

Além do preço, a previsibilidade do mercado externo ajuda no planejamento. Quando se sabe que haverá comprador para o dianteiro, dá‑se mais segurança para decidir a quantidade de suplemento a ser oferecida. O custo do suplemento pode ser calculado com base no ganho esperado no peso final.

Planejando a suplementação até o abate

A suplementação no cocho deve ser ajustada ao objetivo de fechar o peso de abate com o menor custo possível. Não é preciso mudar a dieta completa, mas incluir fontes de energia e proteína que acelerem o ganho de peso nos últimos 60 a 90 dias. O responsável técnico do rebanho deve definir a dose exata, porque excesso pode gerar perda de conversão.

É importante observar a condição corporal antes de iniciar o reforço. Animais muito magros precisam de um início mais gradual, enquanto os que já estão próximos do peso ideal podem receber a ração de forma mais direta. O acompanhamento diário evita desperdício e garante que o ganho seja consistente.

Cuidados na negociação e no manejo

Mesmo com a demanda, o criador deve checar a procedência do comprador e as exigências sanitárias. O MAPA e o Ministério da Agricultura exigem documentos que comprovem a rastreabilidade e a sanidade do lote. Sem esses papéis, a exportação pode ser barrada.

No manejo, a saúde do rebanho continua prioridade. Vacinas, vermifugação e controle de parasitas não podem ser deixados de lado só porque o preço está bom. O veterinário ou zootecnista do rebanho deve validar todo o plano antes de fechar o negócio.

De onde vêm os números

  1. 1Embrapa. Aponta que a abertura de cotas aumenta a demanda por cortes de dianteiro e por gado de descarte no mercado externo https://www.embrapa.br/
  2. 2MAPA. Define as exigências sanitárias e de rastreabilidade para exportação de carne bovina https://www.gov.br/agricultura/pt-br

Conteúdo informativo. Não substitui a orientação de um responsável técnico para o seu rebanho.

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