Nutrição de ruminantes
Palma forrageira e a necessidade de sal mineral no cocho
Sim, a palma forrageira deve ser oferecida com sal mineral, porque ela tem pouca proteína e fósforo e o mineral corrige esses déficits. A palma traz muita água e energia, mas quase não fornece os minerais e a proteína necessários ao gado, sobretudo em fase de crescimento ou lactação. Por isso a suplementação ao lado da forragem é indispensável.
Foto: Julio, Public domain, via Wikimedia Commons
O que a palma entrega
A palma forrageira tem alto teor de água e energia, o que ajuda a manter o gado hidratado e a suprir a necessidade calórica nos períodos de seca. Ela é fácil de digerir e costuma ser aceita rapidamente pelos animais. Porém, o valor nutritivo fica aquém porque a forragem traz quase nenhum fósforo e pouca proteína.
A falta de fósforo afeta a síntese de ossos e a eficiência da conversão de alimento, principalmente em bezerros em crescimento e vacas em lactação. A proteína limitada reduz a produção de leite e o ganho de peso dos novilhos. Sem correção, o rebanho pode apresentar queda de desempenho mesmo com boa oferta de palma.
O que a Embrapa Semiárido recomenda
A Embrapa Semiárido recomenda que, ao oferecer palma, o cojo seja complementado com sal mineral ou um suplemento que contenha fósforo, cálcio, sódio e os micronutrientes ausentes na forragem. O sal mineral fornece os sais essenciais que o animal não obtém da palma, ajudando a equilibrar o balanço de minerais.
Além do sal, a Embrapa sugere a inclusão de uma fonte de proteína de alta digestibilidade, como farelo de soja, farinha de peixe ou concentrado de leguminosas, ao lado da palma. Essa adição suprirá a carência de aminoácidos essenciais e aumentará a disponibilidade de fósforo, favorecendo o desenvolvimento ósseo e a produção de leite. A escolha do ingrediente deve considerar a disponibilidade local e a fase produtiva.
Como montar a suplementação
Na prática, coloque o sal mineral em um cojo separado, mas a poucos metros da palma, para que o animal consuma simultaneamente. O cojo deve ficar seco e protegido da chuva, evitando a perda de sais. O suplemento de proteína pode ser oferecido em outro compartimento, misturado à palma ou em forma de bloco.
A quantidade exata de sal e proteína deve ser definida pelo responsável técnico, que levará em conta a taxa de consumo da palma, a fase do rebanho e as condições do pasto. Monitorar a aceitação e ajustar as proporções ao longo da estação é fundamental para manter o desempenho sem desperdício.
De onde vêm os números
- 1Embrapa. Orientações de manejo nutricional para ruminantes em regiões semiáridas, incluindo a necessidade de suplementar forragens de baixa proteína e fósforo
Conteúdo informativo. Não substitui a orientação de um responsável técnico para o seu rebanho.
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