Genética e Melhoramento
Sindi conquista 1º e 3º lugares na ExpoGenética e abre caminho para touros mais produtivos
Os touros da raça Sindi que ficaram em 1º e 3º na ExpoGenética mostram que a genética dessa linha pode gerar animais com maior ganho de peso e menor necessidade de suplemento, reduzindo o custo do cocho. O desempenho na feira indica que a raça tem potencial para melhorar a eficiência alimentar dos rebanhos de corte e leite.
Foto: Vicente Bissoni Neto, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Resultados que falam por si
Na ExpoGenética de 2026, os touros da raça Sindi levaram o 1º e o 3º lugar nas categorias de corte e leite. O júri avaliou conformação, desempenho e potencial de melhoramento, e a Sindi saiu na frente. Os resultados foram divulgados em uma sessão aberta ao público, com bastante atenção dos criadores presentes.
Essas pontuações refletem características herdadas da Sindi, como boa musculatura e adaptação ao clima tropical. Os animais também apresentam bom aproveitamento da pastagem, o que costuma reduzir a necessidade de concentrado. Por isso, a raça tem chamado a atenção de quem busca rentabilidade sem aumentar o custo do cocho.
Impacto direto no seu rebanho
Para o criador, a indicação de maior ganho de peso significa que os bezerros podem chegar ao peso de abate mais rápido. Quando o animal cresce com menos suplemento, o gasto com ração diminui e o lucro por cabeça aumenta. Essa combinação é especialmente valiosa em regiões onde o preço do concentrado está alto.
Entretanto, o potencial genético só se traduz em resultado quando o touro é bem manejado e cruzado com fêmeas adequadas. O acompanhamento de um responsável técnico é essencial para ajustar a dieta e evitar deficiências. Cada rebanho tem suas particularidades, e o plano de melhoramento deve respeitar essas diferenças.
Como avançar com a Sindi
Os produtores interessados podem iniciar um programa de seleção usando touros Sindi certificados. É recomendável registrar o desempenho de cada animal e comparar com a média do rebanho. Essa prática ajuda a identificar os indivíduos que realmente entregam o ganho esperado.
Vale lembrar que a genética não substitui um manejo adequado; ela apenas potencializa o que já é bem feito. O veterinário ou zootecnista deve validar qualquer mudança na dieta ou no plano de cruzamento. A VERMEFÓS oferece suporte técnico para quem quiser aprofundar o uso da Sindi, mas não garante resultados sem a devida condução profissional.
De onde vêm os números
- 1Embrapa. Pesquisa sobre eficiência alimentar em bovinos de corte https://www.embrapa.br/
- 2Universidade Federal de Viçosa. Estudos de melhoramento genético em raças de corte https://www.ufv.br/
Conteúdo informativo. Não substitui a orientação de um responsável técnico para o seu rebanho.
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