Manejo e Pastagem
Sistema silvipastoril: como as árvores no pasto ajudam a segurar o custo do cocho
A integração de árvores com pastagens ajuda a manter a forragem produtiva por mais tempo e alivia a necessidade de suplementação pesada no cocho. A Caravana Silvipastoril percorreu quatro municípios do sul do Rio Grande do Sul demonstrando como esse manejo reduz a compra de insumos externos e protege o rebanho nas oscilações de clima.
Foto: TiagoLubiana, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Sombra que protege a forragem e o animal
O capim que cresce sob a copa de árvores bem manejadas sofre menos com geadas e estiagens no inverno do Sul. O microclima criado pelas árvores conserva a umidade da terra e estende o período de pastejo verde quando o campo aberto já perdeu qualidade. Para o boi e para o ovino, o conforto térmico evita que o animal gaste energia apenas tentando regular a temperatura corporal.
Com mais pasto verde disponível nas épocas difíceis, a fazenda diminui a dependência de ração concentrada comprada fora da porteira. A forragem mantida no ponto certo sustenta o lote sem inflacionar o custo diário por cabeça.
Reciclagem de nutrientes e suporte mineral
As raízes profundas das árvores buscam nutrientes no subsolo e devolvem essa matéria orgânica à superfície pela queda das folhas. Esse ciclo natural melhora a fertilidade da terra com o passar dos anos e diminui a necessidade de adubações químicas pesadas.
O sistema não elimina a necessidade de mineralização correta no cocho. O uso planejado de suplementos minerais, como as linhas da VERMEFÓS recomendadas pelo zootecnista, permite que o gado aproveite todo o potencial da forragem sem desgastar a pastagem.
Implantação exige desenho correto do potreiro
Adotar o silvipastoril não significa deixar o potreiro virar capoeira. O alinhamento das árvores precisa permitir a entrada de luz solar suficiente para a gramínea não enfraquecer nem perder densidade.
O produtor precisa proteger as mudas nos primeiros anos para que os animais não danifiquem as plantas jovens. Todo o desenho da área e a taxa de lotação devem ser orientados pelo veterinário, agrônomo ou zootecnista da propriedade.
De onde vêm os números
- 1Embrapa Pecuária Sul. Práticas de integração de árvores com pecuária de corte e leite no bioma Pampa e manejo do sombreamento.
- 2Emater/RS-Ascar. Acompanhamento técnico de sistemas silvipastoris e extensão rural em propriedades do Rio Grande do Sul.
Conteúdo informativo. Não substitui a orientação de um responsável técnico para o seu rebanho.
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